sábado, 11 de julho de 2009

Histórias da minha "Aldeia"

Vou contar quatro pequenas histórias. A do presidente da câmara, a do representante do sindicato, a do empregador "des femmes de ménage" ( leia-se senhoras de limpeza) aqui do campo e a do polícia do bairro.

O presidente da câmara de Tadjenanet assumiu o cargo e logo se revelou figura de pompa e circunstância. Verdadeiro irmão muçulamano que olha pelos seus. Em pouco tempo não só comprou um belo carro, como também uma bruta de uma vivenda! Está neste momento a cumprir cinco anos de prisão por ter roubado na totalidade o dinheiro de cinco projectos municipais.

O representante do sindicato, representante dos trabalhadores argelinos do campo em que me encontro, é aquele tipo de senhor que se olha e se desconfia. Não fala francês, não fala inglês e tem uma cultura bem abaixo da média. O seu grande orgulho e história que repete vezes sem conta é a de chamar filho da p*** e outras coisas piores aos japoneses em árabe...porque eles não entendem uma palavra do que ele diz. Ou assim pensava ele...
O sindicato oferece a cada novo sindicalizado um serviço de café. Essa mesma oferta é suportada pela entidade governamental e pelo consórcio japonês para o qual trabalho em partes iguais. O consórcio depois de uma pequena investigação que começou depois de o dito senhor ter comprado uma bela nova viatura apurou que o representante sindical, irmão muçulmano, oferecia serviços de café aos trabalhadores no valor de 250 dinares ( que correspondem a 2.5€ ) e cobrava 1250 dinares ( 12.5€ ) a cada uma das entidades. Lucrava assim 22.5€ por cada serviço. Estamos a falar de cerca de 2000 trabalhadores. Façam as vossas contas. O senhor está agora condenado a ver o sol a nascer quadrado por cinco anos.

O chefe das senhoras de limpeza era uma personagem. Indivíduo com cerca de 1.90m. Bem e muito falante. Irmão muçulmano de respeito e referência. Foi apanhado em cima de uma das suas funcionárias de calças para baixo e ela com a sainha bem levantada, assim como o pano que lhe cobre a cabeça pelo chão. Muitas destas empregadas prostituem-se ao engenheiros locais, fora das horas de serviço, num carro qualquer no meio do mato pela módica quantia de 400 dinares ( 4€ ). Mas há uma que lucra mais, faz por 2000 dinares o serviço aos motoristas, mas sexo anal e na casa de banho do espaço dos mesmos. A senhora é muito apreciada, deve pesar 120 kgs ou mais, tendo um traseiro de um tipo bem apreciado por estas bandas. O chefe, bem o chefe lá foi seis meses pensar na vidinha num dos melhores hotéis da autoridade!

O lugar comum destas histórias é mesmo a prisão. Vamos falar então de quem prende estes senhores. Um senhor polícia foi-se casar. Aqui os casamentos são cheios de cerimónias mas invariavelmente acabam tipo casamento cigano com tudo aos tiros para o ar. Coincidênicas do destino, intervenção divina, lá se perdeu uma bala e acertou em cheio no noivo. A noiva passou a viúva instantãnea. Diga-se que estes senhores também não são coisa que se cheire...






4 comentários:

La Payita disse...

Histórias cá da terra:

Os presidentes, representantes, chefes e polícias enchem os bolsos de forma mais ou menos criativa (que inclui as opções projectos municipais e máquinas de café)... E acabam na vidinha do costume ou num paraíso offshore!

Os casamentos ciganos acabam normalmente em festa, tal como começaram. Regados a cerveja e vinho, como se quer. Mas lembro-me de um casamento não cigano cá da terra... Rezam as crónicas (leia-se "má língua") que o casamento acabou com o noivo e o padrinho (ou seria o pai da noiva?) na casa-de-banho, com um deles (não conseguimos apurar) a fazer o "serviço de motorista", supõe-se que de borla.

E esta, hein? Olé! ;)

Jakk disse...

Vai-se a ver fazia parte do contrato nupcial!

Olé!

Os pequeninos lá se vão ferrando...os máiores...

Vera disse...

sem palavras...

Yola disse...

Credo....